Neemias 4.
Se
formos comparar o texto de Neemias 4.1 com 2.10 notaremos que começa a aumentar
o conflito entre Israel e Sambalate. Percebe-se que no versículo sete, também
do capítulo quatro, mais um grupo é acrescentado à lista de inimigos do povo
israelita: Os asdoditas (7). Agora, Jerusalém estava cercada pelos inimigos:
Sambalate ao norte, Tobias a leste, Gesém ao sul e os asdoditas ao oeste. O
propósito de Sambalate era interromper, através do “deboche”, o trabalho da
reconstrução da Muralha de Defesa. O desanimo era coletivo (10). Parte deste
desânimo era por conta das dificuldades no trabalho (12), o que gerava muito
medo e desconfiança. Neemias não se deixou abater com as dificuldades e
tentativas de opressão de seus inimigos. Primeiramente, o Líder buscou o
socorro no Senhor (4) encorajando o povo a chegar à metade do muro (6). Em
segundo lugar, contra as investidas de Sambalate (7) que queria atacar
Jerusalém e criar muita confusão em meio ao povo de Israel (8), Neemias
novamente buscou ao Senhor e colocou guardas nos pontos mais vulneráveis (9,13)
prontos e com suas armas a postos, para o caso de necessidade. Em terceiro
lugar podemos ver Neemias tomando posição à frente e incentivando o povo a
não temer (14). Assim, cada um voltou ao seu trabalho: Metade trabalhava na
obra e a outra metade vigiava; armada e pronta para a batalha (16,21). Todos os
trabalhadores estavam atentos ao sinal da trombeta (18-20). Nenhum dos
trabalhadores abandonou a obra e nem tão pouco as armas (21-2323); pois, todos
se dispuseram a reedificar a Muralha de Jerusalém. A Igreja Presbiteriana em
Padre Miguel está “reconstruindo suas muralhas”. É possível que nos sobrevenham
dificuldades. Mas, ainda que estejamos cercados como Jerusalém, façamos como
Neemias: Encorajemos-nos, uns aos outros, até que concluamos aquilo que o
Senhor nos tem proposto a fazer. Estejamos vigilantes e atentos aos pontos
vulneráveis que possa haver entre nós e pelejemos em oração sem abandonar
nossas armaduras (Ef 6.10-18). Coloquemos-nos à frente da batalha incentivando
aos nossos liderados a não temer. Tenhamos SEMPRE em mente que o “nosso Deus
pelejará por nós” (20).
A Igreja Presbiteriana em Padre Miguel tem o propósito de proclamar a Santa Palavra, servindo em amor através da adoração, para que o Mundo creia que Jesus Cristo é o Senhor
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
É Tempo de Reedificar
Neemias 3.
A
princípio, este é um capítulo que nos dá vontade de “pular”. Mas, se atentarmos
para o conteúdo, absorveremos grandes ensinamentos. É uma relação de,
aproximadamente, quarenta e nove nomes de homens que encabeçavam suas famílias
ou que eram líderes de determinados grupos. Esta é a descrição dos que
trabalharam na reedificação dos muros de Jerusalém. O que chama a atenção neste
texto é o envolvimento de cada um destes líderes e também dos seus liderados,
trabalhando em conjunto na reconstrução das muralhas. Sacerdotes, levitas,
artífices, negociantes, aldeias e famílias, cada qual dando a sua contribuição
para alcançarem o objetivo comum: Reerguer a muralha defensiva de Jerusalém.
Todos reconheciam a importância de seu trabalho e, por isso, não se omitiram;
antes, dedicaram-se com todo o esforço necessário para o bem comum do povo.
Além de reedificarem a muralha, também, se preocuparam em assentar as portas,
com seus ferrolhos e trancas. O bom ânimo de Neemias (2.20) redundou no
encorajamento a todo o povo, a começar pelo sumo sacerdote, acompanhado pelos
sacerdotes e todos os demais líderes e respectivos liderados (3.1). Cada grupo
contribuiu para a conclusão da obra com afinco. É o chamado “efeito cascata”. É
o bom exemplo partindo de cima para baixo. Podemos concluir que o trabalho em
conjunto do povo de Deus, como um todo, é importante na busca e no alcance de
seus objetivos. A Igreja Presbiteriana em Padre Miguel tem planos, objetivos e
metas a serem alcançadas. É tempo de reedificar! Todos, líderes e liderados,
precisamos nos envolver neste propósito. Não haja entre nós os que não se
submetam ao serviço e nem tão pouco aos objetivos propostos como descrito no
capítulo três, versículo cinco. Antes, nos disponhamos ao trabalho com afinco e
disposição. Vamos em frente irmãos! Lideres e liderados, mãos à obra! É tempo
de Reedificar!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Orar, Jejuar e Trabalhar
Neemias 1 – 2
Muitas vezes já aconteceu de estarmos tranquilos
em nossos afazeres diários e, de repente, a notícia de que as coisas não estão
tão bem como deveriam estar, não é mesmo? Neemias estava ali no seu trabalho,
tranquilo e despreocupado. Certo dia, conversando com algumas pessoas, recebeu
noticias sobre alguns conterrâneos e sobre sua terra natal. Ele ficou tão
estarrecido que se entristeceu, chorou e lamentou profundamente. Neemias passou
alguns dias orando e jejuando; clamava com veemência para que Deus mudasse
aquele quadro de miséria e destruição vivido pelos moradores que permaneciam em
Jerusalém, e que agora estava terrivelmente destruída. O pranto e o sofrimento
de Neemias eram tão grandes que o rei Artaxerxes queria saber o que estava
acontecendo (Ne 2.2). Então, Neemias aproveitou a oportunidade e, relatando ao
rei o ocorrido com o seu povo, pediu-lhe autorização para se dedicar à
reconstrução da cidade de Jerusalém. Recebeu não somente a autorização, mas,
também, autoridade e condições para reedificar as muralhas da Cidade. Com
Neemias aprendemos que, ainda que abalados pelas “destruições” que possam
acontecer, não devemos ficar chorando e lamentando para sempre (cf. Ec 3.1).
Também aprendemos que não devemos ficar jejuando, pranteando e orando, sem
tomar as atitudes necessárias (Ne 1.5-11). É necessário que façamos como
Neemias: 1) Buscar socorro no Senhor
(Ne 1.11; 2.4); 2) Buscar socorro no companheirismo (Ne 2.5;7-9); 3) Edificar
na Obra do Senhor (2.11-20). A Igreja Presbiteriana em Padre Miguel
está em processo de planejamento e de novos projetos. Como membros desta
comunidade devemos unir os nossos dons e talentos; nossos esforços e nossa
força, além de trabalhar arduamente, a fim de “reedificarmos” a fé, a esperança
e o amor. Não é mais tempo de prantos e choros. O tempo é de trabalhar para
reedificar! Orar, jejuar e clamar para que possamos encontrar socorro no
Senhor, agindo com companheirismo e trabalhar na obra do Senhor.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Prega a Palavra e basta!
Final de ano, mas a
vida continua. E parafraseando um dos meus vizinhos: "Sem pobrema!"...
E já que a vida
continua, vou deixando uma reflexão para os crentinhos, crentes e crentões.
Explico: Esta é uma palavra ESPECIFICA para os que são levados pelas ondas e
marolas das "modernidades gospel" e para os que andam buscando uma
"nova maneira" e se utilizam de "estratégias mirabolantes"
e da "gospelização" que tem trazido grande inchamento nas Igrejas.
Cristo não mudou e
jamais mudará! O Evangelho, que são as boas novas, ou a mensagem trazida por
Cristo, não mudou e jamais mudará. A Palavra de Deus, a Bíblia, não mudou e
jamais mudará. Portanto, não cabem invencionices e acréscimos ao que Deus nos
deixou como mensagem a ser anunciada. O princípio da mensagem bíblica é o
desejo da comunhão de Deus com os homens e que esta comunhão venha refletir
entre os homens; e o que se tem observado é o isolamento dos crentes... Por
isso Deus enviou ao mundo o seu filho amado: Jo 3.16.
Uma das facetas da
MODERNIDADE GOSPEL é o ISOLAMENTO DOS CRENTES. A retração tem tomado o lugar da
atração. É a síndrome do "cada um no seu quadrado". É a individualização
denominacional, regional, local e faccional. Denominacional, porque não
se fazem mais programações interdenominacionais; regional, por em cada
bairro, ou Cidade ou Estado, e também a nível nacional, até os crentes da mesma
denominação tem dificuldades de se reunirem por não haver um planejamento para
isso; local, por que cada igreja, e isso de qualquer denominação, se
isola cada vez mais por conta de suas programações e planejamentos contemplarem
somente os interesses individuais; faccional, por que as facções, ou
grupos, acabam trazendo divisão interna nas igrejas.
Outra faceta da
famigerada "gospelização" é a MANIA DE INVENTAR. Milhares de pessoas
estão acreditando em palavras, frases e chavões que não existem na Bíblia. É um
tal de "prometer" o que Deus não prometeu, que causa espanto...
Pessoas sendo ensinadas de que "DEUS TEM QUE ABENÇOAR" porque ELE é o
"dono do ouro e da prata”; e, por isso, todo filho do DONO tem DIREITO à
herança... Isso sem falar na idiotalização do discurso da prosperidade e dos
chavões, tipo "EU DETERMINO", "EU LIBERO A AÇÃO DO ESPÍRITO
SANTO EM TUA VIDA". É a criatura querendo dar ordens ao Criador. É o servo
que dá ordens ao Senhor? E ainda periga Deus ficar de castigo se não atender às
profetadas.
Outra faceta da imbecilidade
gospelizada é “DEMONIZAÇÃO e ANGELIZAÇÃO de tudo”. É a invencionice da
imbecilidade que dá origem ao “demônio da pobreza”, “demônio da prostituição”, “demônio
de enfermidade”, “demônio do desemprego”, “demônios regionais” e outras tantas
bizarrices “demoniásticas”. Isso sem falar na “unção dobrada”, “unção de
alegria”, “unção do riso”, “unção do canto angelical”, gritarias e
chacoalhamentos que causam uma histeria tal que o “culto” mais se parece uma
confusão generalizada do que um “ajuntamento santo”. O irmãozinho deu uma
topada, foi o demônio que botou a pedra; o irmão perdeu o emprego, é o demônio
que quer derruba-lo; ficou doente, é o demônio que “tá com sede naquela vida”. E
o pior de tudo é que tem crente que acredita e aceita todas estas babozeiras.
Creio que quando os
cristãos inventam coisas, como as relacionadas acima, e outras tantas, agem
assim por que não confiam na eficácia do sacrifício de Cristo. Ficam inventando
modas por entenderem que o Espírito Santo não é suficientemente poderoso para
agir através da pregação do evangelho, conforme Jesus Cristo pregava: Com
simplicidade, mas com dependência de Deus.
Jesus jamais buscou a
sua própria glória e nem tão pouco desviou o povo da Palavra de Deus. Jesus Cristo
em nenhum momento de sua vida aqui na terra procurou engrandecer o seu próprio nome.
João entendeu que o importante era ele “diminuir” para que Cristo “cresça” (Jo
3.30). O apóstolo Paulo exorta para que os colossenses não se deixassem enganar
(Cl 2.4) por ninguém, através de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição
dos homens (Cl 2.8).
Irmãos, não é preciso
inventar nada; o que temos a fazer apenas, é pregar o evangelho de Cristo!
Chega de invencionices! Prega a Palavra e basta!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O Fim prenuncia o Início
Final de ano, época
de autoavaliação geral. É comum haver novos planejamentos para alcançar o que
não se alcançou. Novas posturas precisam ser tomadas... Novas atitudes e novas decisões,
também. Os erros cometidos devem servir de aprendizado a fim de não serem
novamente cometidos. Portanto, é chegado o tempo final que nos conduzirá ao
início, ao novo. É tempo de avaliações. É tempo de análise e conclusões. Tudo isso
servirá para apontar o início, a nova jornada de cada um de nós. A mensagem do
apocalipse vem assegurar aos cristãos que Cristo conhece suas condições e os
chama para viverem firmes contra todas as tentações. A vitoria dos cristãos é
assegurada pelo sangue do Cordeiro (5.9,10; 12.11). Cristo derrotará satanás e
todos os seus (19.11–20.10), e desfrutaremos da paz eterna em sua presença (7.15-17;
21.3,4). A nova Jerusalém é o lugar da habitação definitiva dos santos e,
simultaneamente, o cumprimento das revelações anteriores de Deus. Assim, a última
revelação do Senhor conduz todas as revelações anteriores ao propósito de Deus em
reunir todas as coisas sob uma só cabeça: Cristo (11.15; Ef 1.10). Podemos formar
uma ideia perfeita da vida no céu baseados naquilo que conhecemos
imperfeitamente agora (1Co 13.12). Na nova Jerusalém nossa comunhão com Deus e
com outros cristãos jamais se quebrará (Sl 23.6); lá, “a morte já não existirá, já não haverá
luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”
(Ap 21.4). E “aquele
que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou:
... Estas palavras são fiéis e verdadeiras”
(Ap 21.5). O apocalipse é, de certa forma, o anúncio do Fim. É o fim, porque já não se terá mais a oportunidade que
se tem agora: Avaliar onde está o erro, arrepender-se para se consertar para que
se possa viver uma nova vida. Contudo, o apocalipse demarca o Início da bem aventurança que
será a Vida Eterna com Jesus Cristo, na nova Jerusalém. O apocalipse é o fim
que prenuncia o início de nova vida com Cristo. Por isso, hoje é o tempo oportuno
para a autoanálise. Como está sua vida? Saiba
que não é o fim. Este é o tempo oportuno para o inicio de uma nova vida com Jesus
Cristo. Hoje é o último domingo de 2012; de certa forma, é o fim do ano. Porém,
neste fim de ano há a possibilidade de ser o início para muitos de nós. Deus nos
conceda o desejo de iniciarmos uma nova vida com Cristo, por Cristo e para Cristo.
Graça e Paz!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Obrigatoriedade ou Voluntariedade?
Minha avó dizia: “Depende do
dependendo”... É uma forma diferente de dizer que os fatos e as coisas ditas
têm, no mínimo, duas versões. Aqueles que querem se defender, ou defender uma
ideia, dizem que “depende do ponto de vista”; os que querem “justificativas”
afirmam que “é uma questão de interpretação”. Os filósofos de plantão vão
questionando “por que ou para quê?”, “de onde ou para onde?” e etc. Quer ver um
exemplo? Se encontrarmos um papel escrito “6”, caído ao chão, haverá muitos que
dirão ser o algarismo “seis” e aqueles que afirmarão se tratar do algarismo
“nove”. Nesse caso, “depende da forma que se vê”. Assim também são as questões
que envolvem a interpretação de questões doutrinárias, ou dogmáticas. O dízimo,
por exemplo: É obrigatório ou voluntário? O dízimo só tinha validade na Lei
Mosaica ou tem validade, também nos tempos da Graça? Para entender se há, ou
não, legalidade da questão do dízimo é necessário que se entenda a origem e a
significância aplicada do mesmo. É necessário estudar e entender o dízimo em
pelo menos três formas:
Antes da Lei
Parece que o dízimo era
voluntário. Não há nenhuma menção de obrigatoriedade de dízimo nessa época.
Temos apenas dois exemplos bíblicos de dízimo, sendo um com Abraão (Gn 14.20): "E
bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E
Abrão deu-lhe o dízimo de tudo". Aqui encontramos Abraão dando o
dízimo a Melquisedeque, e não era só de alimentos, mas também de prata e ouro.
Gn 14.11 diz que Abraão Tomou todos os bens de Sodoma e de Gomorra, e no
versículo 20 diz que Abraão deu o dízimo de tudo. Então temos dízimo em moeda.
Outra passagem, agora com Jacó, em Gn 28.22: “Então esta pedra que tenho
posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te
darei o dízimo”. Isto não
quer dizer, que apenas estes dois homens praticaram o dízimo. Se eles o fizeram
é porque havia exemplos de outras pessoas, logo, a prática existia. Contudo,
não encontramos nenhuma regra para se dizimar antes da Lei.
Durante a Lei
Aqui a coisa muda de figura. Deus
exige do povo a entrega dos dízimos. Os dez por cento passam a ser uma
obrigatoriedade do povo hebreu para com a casa do Senhor, pois esse dízimo
seria o que iria alimentar os sacerdotes e suas famílias, já que os mesmos
viviam em função do serviço religioso. Então, dez por cento de tudo o que era
produzido deveriam ser entregues da Casa do Tesouro. Esta obrigatoriedade
vigorava nos dias de Jesus: Mt 23.23 – “Ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes
omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia
e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas”; Lc 18.12 –
“Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho”. O que
muitos alegam é que o dízimo no AT era dado em cereais, animais, e outros
produtos da terra, mas nunca em dinheiro. Por isto a forma de se dizimar hoje é
errada. Bom, sabemos que para tudo há um propósito. Por que Deus exigiu o
dízimo em cereais, animais, e demais produtos da terra em vez de dinheiro? Isto
se deve ao fato de o dízimo ser as primícias de tudo o que se produz. Deus não
exigia apenas o dízimo. Deus exigia as PRIMÍCIAS. Os primeiros frutos, os
primeiros animais deveriam ser dados ao Senhor quem deu a eles a terra para
plantar, o gado para lhes proporcionar riquezas, etc. Deus tirou o povo do
Egito no qual eram escravos e tudo o que eles produziam era para Faraó. O povo
não possuía nada seu. Mas quando Deus lhes dá a terra, lhes dá a liberdade e o
poder de possuírem o que era deles de fato. Então Deus exige as primícias da
terra em gratidão ao que fizera por eles. Para que o povo nunca esqueça que
Deus é o dono de tudo. Então quando faziam as colheitas, antes de venderem os
produtos, primeiro tiravam as primícias e ofertavam ao Senhor. Por isto não
dizimavam em moeda, pois não podiam negociar as primícias do Senhor. O dízimo
tem também este propósito: Fazer-nos entender que o que temos, temos por causa
de Deus.
Depois da Lei encontramos também
o dízimo
É aqui que a polêmica começa.
Para os defensores do fim do dízimo, o Novo Testamento não valida o dízimo.
Será que não? O argumento de Mateus 23.23 é rejeitado pelos que não aceitam a
validade do dízimo hoje, pois dizem que Jesus está falando a pessoas que viviam
sob a lei. Mas eu pergunto, para quem Jesus iria falar se todos viviam debaixo
da Lei em sua época, inclusive Jesus? É bom não esquecermos que a Igreja só
veio a ser inaugurada após a morte e ressurreição de Jesus. Portanto era
impossível Jesus se dirigir a Igreja, propriamente dita, se a mesma ainda
estava oculta. Então quando Jesus disse ao fariseu que ele deveria continuar
dando o dízimo e também não se esquecer de praticar os bons costumes, Jesus não
estava apenas censurando, mas ensinando como convém um servo de Deus se portar.
Outro argumento dos defensores do fim dos dízimos é que os apóstolos não
falaram de dízimo à igreja. Eu entendo que a razão de os apóstolos não
mencionar diretamente o dízimo na igreja, em seus dias, é pelo fato de que este
não era um problema existente na igreja. Os crentes primitivos eram tementes a
Deus e vinham de uma tradição milenar, onde dizimar era uma obrigação, então
para eles o dízimo era uma coisa lógica e faziam isto já por natureza, não
havendo necessidade de se falar no assunto. Ilustração: Igreja na Coréia -
Alguém perguntou ao membro de uma igreja na Coréia do Sul se todos os membros
eram dizimistas. O membro respondeu "pode existir membro que não seja
dizimista?". Os cristãos do primeiro século levavam tão a sério a questão
dos dízimos e ofertas que eles chegavam ao ponto de vender suas propriedades e
levar o dinheiro aos pés dos apóstolos para que o dinheiro fosse usado conforme
as necessidades da igreja. (At 4.34). Eles não eram obrigados a vender seus
bens e doar à igreja, era o Espírito Santo quem os constrangia a isto. Eles
davam muito mais do que 10%. Eles davam tudo. A diferença do dízimo da Lei com
o dízimo da Igreja é que na Lei davam-se as primícias e viviam do resto. Na
igreja do primeiro século, davam-se tudo e dividiam tudo. Atos 2. 44 diz que os
crentes tinham tudo em comum, ou seja, nada era deles próprios, mas da
comunidade. Portanto, na Graça, nós não somos obrigados a dar, mas somos
constrangidos pelo Espírito Santo a doar tudo o que temos ao Senhor. Nós mesmos
somos propriedade de Deus, logo, não vivemos para nós mesmos, conforme Gl 2.20:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em
mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me
amou, e se entregou a si mesmo por mim..”.
Conclusão
Como membros da Igreja Presbiteriana do Brasil qual deve ser a nossa posição quanto ao dízimo? Somos obrigados a dizimar ou isso é uma questão de voluntariedade? A IPB é “uma comunidade constituída de crentes professos juntamente com seus filhos menores e outros menores sob sua guarda, associados para os fins mencionados no Art.2 e com governo próprio, que reside no conselho”, (Art.4, CIPB). Uma vez que somos membros de uma Igreja Presbiteriana do Brasil gozamos de Direitos e Deveres, conforme o CAPÍTULO III – MEMBROS DA IGREJA, Seção 1ª. Os Privilégios e Direitos dos Membros estão relatados no Art.13, parágrafos 1, 2 e 3. E o Art.14 tratando dos Deveres dos Membros, sinaliza a importância das contribuições do dízimo e das ofertas na alínea “c”: “Sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente”. Estas menções à CIPB são exclusivas, e alusivas, aos Membros Comungantes da Igreja Presbiteriana do Brasil. Há também o compromisso, que no momento da Pública Profissão de Fé ou de sua Recepção, todo membro assume ao ser questionado sobre estar de acordo em “contribuir financeiramente com seus dízimos e ofertas”; e todos, sem exceção, respondem afirmativamente. Portanto, podemos concluir que o Dízimo não é obrigatório e nem tão pouco voluntário. Mas, é o dever de todos os cristãos entregarem seus Dízimos e Ofertas na Casa do Senhor. Assim, com o Espírito Santo que nos constrange a contribuir com nossos dízimos e ofertas, todos nós, os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, temos o dever de contribuir com nossos dízimos e ofertas.
Como membros da Igreja Presbiteriana do Brasil qual deve ser a nossa posição quanto ao dízimo? Somos obrigados a dizimar ou isso é uma questão de voluntariedade? A IPB é “uma comunidade constituída de crentes professos juntamente com seus filhos menores e outros menores sob sua guarda, associados para os fins mencionados no Art.2 e com governo próprio, que reside no conselho”, (Art.4, CIPB). Uma vez que somos membros de uma Igreja Presbiteriana do Brasil gozamos de Direitos e Deveres, conforme o CAPÍTULO III – MEMBROS DA IGREJA, Seção 1ª. Os Privilégios e Direitos dos Membros estão relatados no Art.13, parágrafos 1, 2 e 3. E o Art.14 tratando dos Deveres dos Membros, sinaliza a importância das contribuições do dízimo e das ofertas na alínea “c”: “Sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente”. Estas menções à CIPB são exclusivas, e alusivas, aos Membros Comungantes da Igreja Presbiteriana do Brasil. Há também o compromisso, que no momento da Pública Profissão de Fé ou de sua Recepção, todo membro assume ao ser questionado sobre estar de acordo em “contribuir financeiramente com seus dízimos e ofertas”; e todos, sem exceção, respondem afirmativamente. Portanto, podemos concluir que o Dízimo não é obrigatório e nem tão pouco voluntário. Mas, é o dever de todos os cristãos entregarem seus Dízimos e Ofertas na Casa do Senhor. Assim, com o Espírito Santo que nos constrange a contribuir com nossos dízimos e ofertas, todos nós, os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, temos o dever de contribuir com nossos dízimos e ofertas.
O dinheiro que a igreja recebe
dos fiéis deve ser usado em benefício dos fiéis. Assim como os impostos e taxas
que são cobrados da sociedade pelo Governo devem ser usados para o benefício
dos cidadãos, assim são as contribuições que fazemos na igreja. Os que
trabalham por tempo integral na obra do Senhor, devem desfrutar dos benefícios
arrecadados porque isto é bíblico, 1Co 9.10; 1Tm 5.18. Mas não devem abusar das
finanças da igreja, porque elas não lhes pertencem.
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