sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...

Apesar de há dias estarem previstas pela metereologia chuvas intensas, trovoadas, relâmpagos, fortes ventos e tudo o mais que pudemos ver ontem na Cidade do Rio de janeiro, muitos foram pegos "desprevinidos"... Seria isso possível? Claro que sim! É comum observarmos que os anúncios não são levados a sério por muitos. E outros tantos não prestam atenção ao que está sendo falado ao seu redor... O resultado é que em Bangu, Realengo, Padre Miguel, Rio da Prata e adjacências, o caos foi estabelecido por conta do temporal: Trânsito parado, ruas alagadas, semáforos que não funcionavam, pessoas com "as calças na mão", palavrões e xingamentos para todos os lados e o triste prenúncio de, ao baixarem as águas, muita lama e imundície restaria ao final... Muito disso poderia ter sido evitado se houvesse o preparo certo. Ah, se houvesse um perfeito sistema de escoamento das águas pluviais... Se houvesse mais atenção aos anúncios e avisos dados pelos que preveem as catástrofes... Ah, se houvesse mais cuidado com o que nos chega "pelos ouvidos"... Da mesma forma, causa-nos estupefação os que desdenham do anúncio da premente volta de Cristo. O entorpecimento das mentes que, embaladas por "melodias", "cantos" e "contos" enganosos, desconsideram ao milenar prenúncio do retorno daquele que há de vir buscar a Igreja. Será possível que estes sejam pegos desprevinidos? A Palavra de Deus nos adverte assim: "Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão. e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que niguém tome a tua coroa" (Ap 3.3,11). Poderá alguém ser "pego de surpresa"? Ainda que muitos possam pensar que sim, não haverá surpreendidos! Haverá sim, o caos! E, quando a Igreja for arrebatada pelo Senhor Jesus, muitos sentirão o "peso" da irresponsabilidade... As ruas alagarão de tantas lágrimas, as pessoas andarão de um lado para o outro e, sem direção, não haverá mais sinalização... Restará apenas um mundo de lama e imundícies... Lamentos, pranto, choro e ranger de dentes... Finaliza o capítulo tres do Livro do Apocalipse, avisando: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz..." (22). E voce, vai desprezar mais uma vez o anúncio da Palavra de Deus? Vai levar a sério a advertência ou, mais uma vez, não vai dar crédito ao aviso de que a volta de Cristo está próxima? Prepare-se! Arrependa-se e guarda o que tem, para que ninguém tome a sua Coroa! Graça e Paz!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ENSINAR NO CAMINHO PARA NÃO PERDER O CAMINHO

O filme “Procurando Nemo” conta a história de uma família que é abatida por uma tremenda tragédia. Marlin, um “peixe-palhaço”, perde sua esposa e todos os seus filhotinhos prestes a nascer, com a exceção de Nemo, durante o ataque de uma “barracuda”. Marlin torna-se um pai superprotetor que teme perder o seu único filho preocupado com sua habilidade para nadar, por conta de sua nadadeira direita ser menor do que a outra, sequela do ataque da barracuda. Nemo, iludido com o desejo de conhecer o “desconhecido”, acaba desobedecendo a seu pai e sai nadando em mar aberto sendo acidentalmente “pescado”. Desesperado, Marlin parte em busca de seu filho abandonando a segurança do mundo que “conhece”, aventurando-se pelos mistérios e perigos do oceano. Ao fim desta “tragicomédia”, Marlin aprende que a melhor maneira de proteger seu filho dos perigos do mundo é ensina-lo confiando que Nemo tomará as decisões certas. O autor do Livro de Provérbios autentica: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. O verbo ensinar neste texto fica “melhor traduzido” como instruir ou iniciar. Assim, pode-se afirmar que o filho deve ser preparado para a vida adulta. A expressão no caminho que deve andar significa, literalmente, a indicação do caminho. E, uma tradução melhorada seria de acordo com a maneira como ele deve agir, pois indica que a instrução deve estar em conformidade com aquilo que é adequado àquele filho específico. Isto quer dizer que é o estágio de desenvolvimento intelectual e espiritual que é mencionado no provérbio. Embora esta instrução seja um “preparo” para a obra do Espírito Santo, não significa, necessariamente, que a criança será salva. Também não quer dizer que todos os filhos que se voltarem para uma vida de pecado retornarão algum dia (como o filho prodigo retornou para junto de seu pai [Lc 15.11-32]), simplesmente porque tiveram uma boa criação e instrução. A qualidade da instrução que o filho recebe é uma preocupação crítica. Os pais não podem, e nem devem, supor que simplesmente criar seus filhos em uma atmosfera moral é tudo o que é necessário. O objetivo principal na educação de um filho é que ele seja instruído no conhecimento de Deus (Ef 6.4), mas o filho também deve ser preparado para a vida, de modo geral. Há casos em que os pais deram o melhor de si para educar corretamente um filho, e ainda assim ele ou ela escolheram rejeitar a instrução recebida e seguir seu próprio caminho. Contudo, devemos reconhecer que pode haver casos em que os pais falharam como professores; e por não darem os exemplos apropriados, os filhos preferiram rebelar-se e levarem uma vida corrupta. Por isso, é importante que a criança seja ENSINADA NO CAMINHO em que deve andar, e não ensinar O CAM INHO em que a criança deve andar. Moisés instrui com palavras os pais do povo de Israel, que deveriam ensinar aos seus filhos, dizendo: “Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossas casas, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. Escrevei-as nos umbrais de vossa casa e nas vossas portas, para que se multipliquemos vossos dias e os dias de vossos filhos na terra...” (Dt 11.19-21). Marlin, o pai superprotetor, entendeu que somente ensinando, inclusive sobre os perigos dos mares, poderia ter a certeza de que no momento exato das escolhas, Nemo estaria pronto para tomar as decisões certas. A Palavra de Deus nos adverte que a criança deve ser instruída no caminho que deve andar e nos garante que quando for velho, “não se desviará dele”. Graça e Paz!

domingo, 7 de outubro de 2012

Nossas Atitudes e a Ceia do Senhor

Comunhão, Adoração, Gratidão, Contrição, Confissão, Consagração e Disposição. Participar da Mesa do Senhor é muito mais do que comer um “pedaço” de pão e beber um “pouco” de vinho. Cear é celebrar a Morte de Cristo que produz a Vida em nós. Cear é compreender que o imensurável amor de Deus, cumprido com a morte de Cristo no Calvário (Jo 3.16), abriu o cárcere e quebrou as cadeias libertando-nos do vil pecado (1Jo 1.7); ao entregar-se naquela cruz, Jesus Cristo “rasgou” a cédula de nossas dividas (Cl 2.14). A Santa Ceia é Comunhão; é intimidade vertical: Da criatura com o seu Criador e é intimidade horizontal: De cada um de nós com o restante de nós (1Co 10.17). A Santa Ceia é Adoração. Através dela reconhecemos a obra de Cristo e a sua vitória; assim o glorificamos. No momento da Ceia expressamos nossa Gratidão a Deus pela obra de justificação operada em nós. Não se pode celebrar a Ceia do Senhor sem Contrição. É um momento de introspecção para se autoanalisar (1Co 11.28). Este é um momento muito especial. Oportunidade para refletir sobre nossa condição espiritual que nos leva à Confissão e súplica de perdão. Ao participarmos da Ceia do Senhor estamos recebendo a divina Consagração; ou seja, após confessarmos nossa indigna condição, e sendo imediatamente perdoados, participando do pão e do vinho recebemos a dignificação da Graça de Deus, que nos santifica. No momento da Santa Ceia é necessário entendermos que precisamos esta à Disposição. Devemos pensar naqueles que ainda não foram alcançados, e também dos que andam desgarrados, longe do aprisco do Bom Pastor. Precisamos nos dispor mais no sentido de anunciar a todos o significado da obra de Jesus Cristo. A Santa Ceia é uma viagem, ao mesmo tempo, ao passado que passa pelo presente e nos aponta o futuro. Como viagem ao passado, ela é retrospectiva; é feita em memória de Cristo. Como viagem pelo presente ela é introspectiva; ao participarmos dela, fazemos uma autoanálise. E como viagem que nos aponta o futuro, a Santa Ceia é prospectiva; ou seja, nos leva a fazer um projeção de nossa vida com Deus na eternidade e daqueles que ainda não tem Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Como visto, o momento da Santa Ceia é especialíssimo. Significa o livramento do cativeiro da Morte. É intimidade com Deus e com o próximo. É momento para, reconhecendo a obra remidora de Cristo, adorarmos e sermos gratos ao nosso Deus. Na Ceia, contritos, confessamos, e pedimos perdão pelos, nossos pecados. Finalmente, a Ceia do Senhor nos consagra e nos conscientiza de nosso dever de nos apresentarmos cada vez mais dispostos em continuar a obra do Senhor. Graça e Paz!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entendimentos Putrefatos

Com certeza já ouvimos de nossos pais: “Presta atenção ao que estou falando!”. Isto caracteriza a necessidade de ser chamada a atenção para aquilo que vai ser falado. O texto de Mateus 15 é riquíssimo em princípios e ensinamentos. Logo de início se observa a importância dada por Jesus ao que vai falar: “Ouvi e entendei” (10). Ele quer que seus ouvintes entendam os seus ensinamentos e não somente ouçam. O ponto culminante deste texto é o ensino de que “... do coração procedem os maus pensamentos” (19). O contexto é uma discussão sobre o que “é limpo ou imundo”, segundo a Lei. Fariseus e escribas acusavam aos discípulos de Cristo de transgredir a lei afirmando: Eles “não lavam as mãos quando comem pão” (2). Jesus Cristo condena os acusadores de seus discípulos: “Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito...” (7). A partir daí Jesus começa a ensinar um importante princípio: Para nada adiantam as palavras quando não há sinceridade de coração (8) dos que “em vão me adoram” (9). Os discípulos, talvez preocupados com uma perseguição maciça, avisam a Jesus que os fariseus ficaram insatisfeitos e muito escandalizados (12) e o Senhor lhes adverte com outro princípio: “Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada...” (13). E mais outro: “... Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (14). O resultado do “cerimonialismo” e da “religiosidade” sempre será maléfico. Não se pode perder de vista que a “Lei” foi dada a Moisés por Deus, é claro! Contudo, fazer isto ou aquilo somente porque está escrito não aproxima a criatura de seu Criador. Nossas atitudes, palavras e, principalmente, a nossa adoração e louvor devem partir de nossos corações e mentes; que devem estar em atitude reverente e contrita diante a face do nosso Deus. Lavar as mãos é uma atitude muito higiênica e saudável; porém, jamais garante a qualidade espiritual de ninguém. Estar “limpo” diante do Senhor é muito mais do que lavar as mãos e ter roupas “limpinhas” e “cheirosinhas”. O estado de pureza é visto por Deus de dentro para fora. Jamais ao contrário; ou seja, de fora para dentro. Corações contaminados com a imundícia do pecado sempre vão gerar os maus sentimentos e os mais horrendos desejos, como o orgulho, vaidade, inveja e tantas outras coisas malfazejas. A verdadeira adoração somente é possível quando é celebrada em “espírito e em verdade” (Jo 4.23). O coração contrito e quebrantado, que presta uma verdadeira adoração, não é desprezado por Deus (Sl 34.18; 51.17). Porém, corações contaminados pela imundícia do pecado o máximo que conseguem produzir são lixo espiritual. É Jesus Cristo quem afirma: “... O que sai da boca procede do coração; e isso contamina o homem” (18). O chamado de atenção para que seus ouvintes ouvissem e entendessem em Mateus 15.10 pode se equiparar às advertências apocalípticas do próprio Jesus Cristo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas...” (Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22). Graça e Paz!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cuidado com o Camelo

“Não deis lugar ao diabo” (Ef 4. 27); “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
Um homem que habitava no deserto, depois de um dia de caminhada sob um forte calor decidiu descansar e tratou de montar logo a sua tenda. Enquanto ele dormia, seu camelo procurava proteção. Aproximando-se da tenda foi introduzindo lentamente sua enorme pata direita, até abrigá-la por completo. O beduíno acordou incomodado. Com dó permitiu que o animal ali ficasse. O camelo, então, continuou sua empreitada. Mais confiante enfiou mais uma de suas patas, depois a outra... O espaço foi se comprimindo e o homem teve que colocar um de seus braços para fora da tenda. Mesmo assim, o camelo não se incomodou e continuou a enfiar-se até ficar completamente dentro da tenda enquanto o homem era expelido para fora. Resumo da estória: Na tenda, Camelo dentro e homem fora. A Bíblia adverte que “Um pouco de fermento leveda toda a Massa” (Gl 5.9). Quando se trata do pecado e da amizade com o mundo, estejamos cientes de que a menor concessão pode trazer consequências graves para nossas vidas. Muitas vezes essas “aberturas” podem ser fechadas com um sonoro e decisivo NÃO, ou com o distanciamento daquilo que tem sido o meio da tentação. O caminho mais eficaz e acertado é o da Oração. Graça e Paz!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Melhor Parte

Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas...”. (Lc 10.41)
Ah, como fazemos isso! Quanto tempo perdemos envolvidos com as coisas do dia a dia e não damos conta disso, não é mesmo? São tantos os afazeres diários que acabamos por deixar de lado aquele momento de nos assentarmos para ouvir o que o Senhor tem a nos falar. Tantas vezes temos sido admoestados pelo Senhor, em sua Palavra, que não devemos andar ansiosos e, muito menos, preocupados, com quaisquer que sejam as coisas; tantas vezes a Palavra de Deus tem nos chamado a atenção para esperar e confiar no Deus que tudo pode, e aprendermos diretamente com ele mas, em muitas vezes, fazemos exatamente ao contrário. Encontramos tempo para, gastando muito tempo, cuidar de nossas casas, lavar o carro, passear, ir às festas de aniversários e casamentos, assistir televisão até altas horas, trabalhar todas aquelas horas por dia, ir ao mercado, visitar nosso barbeiro ou cabeleireiro, ouvir cd’s e assistir dvd’s e tantas outras coisas mais... Mas, para ouvir a Palavra de Deus e nela meditarmos reservamos alguns poucos minutos (se é que os reservamos). De certo, quando nos dispusermos a ouvir mais ao Senhor erraremos menos. É certo que, quando tivermos nossos ouvidos e olhos postos somente no Senhor, acertaremos sempre! Maria e Marta receberam Jesus em sua casa. Maria assentou-se aos pés do Senhor para ouvir seus ensinos atentamente, enquanto Marta se preocupava em arrumar a casa e, não satisfeita, ainda foi reclamar com o senhor que estava trabalhando muito, e sozinha. E, por isso, muito carinhosamente, Jesus Cristo a advertiu: “Estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada”(Lc 10.41,42). Observemos que o texto diz que Marta andava distraída com os serviços (40). Os serviços e a ocupação com a casa eram como senhores para Marta. Prestava-lhes mais dedicação do que a Jesus. Maria, ao contrario, escolheu prestar atenção aos ensinos do Senhor e para isso ficou ali, aos seus pés. Precisamos refletir em qual tem sido a nossa posição. Estamos reservando tempo para ouvir e meditar na Palavra de Deus ou estamos gastando o nosso tempo e nos afadigando com outros senhores? É tempo de escolhermos a melhor parte! Graça e Paz!